Desassossego dentro da caixa

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“Na minha cabeça, [o livro] era uma caixa cheia de coisas que ele estava a tentar não deitar fora, e era isso que tentava evocar”, disse o tipógrafo à publicação online The Outline, explicando assim porque é a sua edição d’O Livro do Desassossego tão estranha, tão peculiar. É certo que estamos perante uma obra que podemos descobrir mergulhando em páginas diferentes, saltando porções de texto, avançando por princípio, meio e fim, mas não necessariamente por essa ordem, como diria Godard, mas Hopkins leva essa ideia às últimas consequências. A edição de Hopkins é constituída por uma caixa que guarda o texto no seu interior (ou melhor, 60 passagens da obra, selecionadas pelo editor). Abrindo-a, vemos lápis, cartas de jogar, envelopes, velhas fotografias de casamento, listas do British Musuem, peças de puzzle. É neste objectos que estão inscritos os textos, sem ligação óbvia entre uns e outros – o critério, explica Hopkins, era encontrar peças com a dimensão certa para encaixar os excertos selecionados. (…)

Continuar a ler no Público.

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