(Tomate) é uma mulher ruborizada

Continuam a inventar-se palavras (em hebraico)?
Sempre! Por causa dessa anormalidade de uma língua muito antiga que quase se perdeu e que teve de ser reinventada, e tiveram de se inventar palavras que faltavam. Por exemplo, Eliezer Ben-Yehuda teve de arranjar um nome para a palavra “tomate”. Não havia tomate no tempo da Bíblia, nem gelados, e ele inventou-a. O nome que deu ao tomate foi o que em inglês corresponde a flirtatious lady, porque ela cora nessa situação [agvania em transliteração]. É uma mulher ruborizada [risos]. Quando estou a escrever e chego a um momento em que me falta uma palavra, em que preciso de uma palavra em hebraico e ela não existe, então muitas vezes essa palavra surge numa forma que me parece clara, e imediatamente toda a gente sabe o seu significado, sabe o que quero dizer, como se ela fosse encaixar num lugar que lhe estava reservado.

David Grossman entrevistado por Isabel Lucas, para ler aquiaqui e aqui.

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