Nunca exagerar com um ponto de exclamação

andrea_ ucini_elena_ferranteElena Ferrante está a revelar-se uma excelente cronista. Não escreve para encher como é habitual neste formato; cada palavra é necessária e cada frase corresponde a um pensamento. Já conhecíamos este estilo dos seus romances, mas agora os textos têm um grão diferente — são ainda mais quotidianos e mais palpáveis. Ferrante, a escritora que ninguém conhece biograficamente, oferece aos leitores o interior do seu interior.

No último sábado, Ferrante escreveu sobre os pontos de exclamação e a forma como eles, gritando, podem enfraquecer um texto. A sua perspectiva não poderia ser mais contra a corrente.

It’s likely that my sentences sound detached; I don’t rule that out. And it’s likely that, where the tone for some reason is impassioned, the reader feels happier if he gets to the end of a sentence and finds the signal that authorises him to be impassioned. But I still think that “I hate you” has a power, an emotional honesty, that “I hate you!!!” does not.

At least in writing we should avoid acting like the fanatical world leaders who threaten, bargain, make deals, and then exult when they win, fortifying their speeches with the profile of a nuclear missile at the end of every wretched sentence.

Para ler, na íntegra, no Guardian (com ilustração de Andrea Ucini).

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