Deterioração da matéria-prima

Agora, hoje em dia a maior parte das imagens que circulam dizem apenas “olha eu, olha eu aqui!” (risos) E nem se apercebem que aquele é um eu falso. É um “Eu” de um instante que já passou, é outro. Mas a palavra também está tão desgastada que na maior parte das comunicações, das deliberações, dos textos que presidem à nossa vida social, a língua passou a ser uma coisa pronta-a-vestir sem nenhuma espécie de relação com aquele que a veste. Mas aqui entra, ou devia entrar, a função dos poetas: tentar refletir sobre essas capacidades e incapacidades da linguagem e da língua. E é a língua constrói uma verdadeira comunicação, do que vimos, vivemos, de como existimos. A linguagem é a maior riqueza da humanidade, mas tem que ser usada de forma a gerar mais riqueza.

Alberto Pimenta (o poeta inexistente), para ler aqui.

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