É preciso pensar com as mãos

ray_gunO campo do design gráfico e das revistas em particular tornou-se muito gentrificado, homogeneizado e enfadonho. Provavelmente tem algo que ver com a tecnologia, porque toda a gente tem o mesmo software, e com um botão tem-se uma newsletter com um ar razoável ou um logótipo por 25 euros. Este movimento gentrificou o meio e tornou-o menos pessoal, menos expressivo. No que toca às revistas, embora haja muitas a fechar, e também haja muita coisa nova, são todas “revistas B” – são sólidas, profissionais, bem feitas, mas são extremamente olvidáveis. Não há uma revista em relação à qual mal possamos esperar para ver o que vai fazer a seguir. E isso existia no início dos anos 1990.

Há excepções, algumas boas capas… Mas o outro lado disso é que cada vez que publico algo um pouco mais feito à mão, menos perfeito, sinto uma reacção. Acho que as pessoas estão cansadas da perfeição, de dez, 20 anos de Photoshop perfeito e, quando faço algo mais solto… Sinto uma mudança, talvez seja outra vez uma boa altura para se ser designer, desde que se traga algo único, algo que ninguém pode copiar vindo da nossa experiência de vida.

David Carson a levantar poeira, aqui.

 

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